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Aluno da Apae de Olímpia emociona Grupo Ferrante com paixão por radiocomunicação...

Atualizado: Mar 11




Um pedaço de pente, uma fonte e fita adesiva. Foi com esses materiais, criatividade e habilidade que Natã Martins, de 13 anos, fez um “rádio portátil”. Encantado com o brinquedo, pediu para levá-lo para a Apae de Olímpia, onde é aluno. A perfeição do radinho chamou atenção das profissionais da associação, que gravaram um vídeo e mandaram para Lucas Ferrante, presidente da instituição e CEO do Grupo Ferrante (GF), empresa de radiocomunicação.


Apaixonado por rádio desde a adolescência e fundador do GF, Lucas se emocionou e presenteou o garoto com um rádio. Quando Natã recebeu o rádio, houve uma explosão de alegria.







Desde então, Sandra Lígia, mãe de Natã, conta que o menino não desgruda do rádio. Ele dorme abraçado com o aparelho, leva para todos os lugares, não tira da cintura, queria até tomar banho com ele. No supermercado, ele chegou perto do segurança e disse: “O meu é igual ao seu. A partir daí, ele quis conversar pelo rádio com o segurança, que brincou com ele”, contou a mãe.


“Ele mostra o rádio para todo mundo. O Natã é perfeccionista, tanto que ele modifica os brinquedos que ganha, aperfeiçoa. Os que ele faz por conta própria desfaz várias vezes até que fique perfeito para ele. Não é qualquer coisa que agrada o Natã, mas o rádio teve o selo Natã de aprovação, ele está encantado, os que dei de presente, próprios para criança, ele não gostou”, contou.


Origem da paixão por rádio





Natã descobriu a radiocomunicação nos filmes Jurasic Park, Godzilla, Jurasic World, King Kong, Transformers, Os Vingadores e outros. O garoto observou como os personagens usavam o aparelo no cinema. Ele reproduz as cenas que vê nesses filmes e conversa com o pai, avô, mãe e quem mais topar a brincadeira pelo rádio que ganhou.


O encantamento fez com que ele entendesse qual função de cada peça do aparelho.


“Ele é muito observador, aprende por meio da observação. O rádio não foi qualquer brinquedo para ele. Natã não deixa o aparelho de lado, fica o tempo todo com ele”, pontua Franciele Rodrigues Stuk, assistente social da Apae de Olímpia.


Perguntando sobre um futuro profissional na radiocomunicação, ele responde que a radiocomunicação é uma possibilidade. “Conversei com o Lucas e levaremos a turma da Apae no Grupo Ferrante para eles conhecerem a empresa quando os índices de transmissão do novo coronavírus permitirem”, afirma Franciele.


“Ele tem a criatividade aguçada, estamos estimulando esse e outros pontos, complementares, que agregarão muito na vida do Natã”.


O poder de criação do Natã é tão grande que os itens decorativos do aniversário com o tema dinossauros foram feitos quase todos por ele. Isso sem tesoura, pois não sabia manuseá-la ainda.


Criatividade com amor para tratar autismo e TDAH





Natã tem autismo, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e desenvolveu Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). Sandra e Júlio Martins, pai da criança, descobriram haver algo com a criança quando ele tinha dois anos e meio.


“Ele era acima da média, ele não andou, saiu correndo, começou a falar muito cedo, mas começou a apresentar um lado agressivo. Também parou de dormir e falar. Eu já observava que ele tinha algumas especificidades, de separar os carrinhos por cor e tamanho, por exemplo.


Eu era contra medicações, mas foi um remédio que fez ele se acalmar, a começar a ter interesse por filmes e em criar os próprios brinquedos. A paixão por rádio surgiu há uns sete anos, ele fez alguns com lego”, conta Sandra Lígia.


A mãe de Natã conta que, quando ele começou a fazer objetos, ele rasgava qualquer papel que encontrasse pela frente, inclusive os diplomas de cabeleireiro dela. Ele fazia tubarões sem usar tesoura, apenas as mãos e a boca. Mas ela, o pai da criança e até os amigos começaram a dar materiais próprios para o menino.


Foi por meio das criações e reproduções de falas dos filmes que Sandra percebeu o quanto o filho era observador.


Desde essa época, Sandra e Júlio fazem tudo que conseguem para estimular o filho. Ela parou de trabalhar e o pai começou a trabalhar como pintor para ter mais liberdade de horário para acompanhar o filho.


“Vale a pena se dedicar à criança com amor. Natã é um menino maravilhoso, se desenvolveu muito, recebeu tratamento e carinho. A Apae fez total diferença para ele e para nós, pois temos orientação das pessoas que trabalham lá e ele recebe muito amor. As pessoas perguntam se ele tem autismo mesmo, pois hoje tenho até que segurar porque ele quer abraçar todo mundo e conversar. Porém, nem sempre foi assim”.


Lucas Ferrante, que presenteou o garoto com o rádio comprova. Ele encontrou Natã bem depois que o presente foi entregue.


“Ele queria me abraçar, mas por causa do risco de contágio não deixei, o abraço vai ficar para depois. Porém, ele demonstrou muita gratidão. Fiquei satisfeito, pois o esforço, persistência do Natã para montar o rádio com o que tinha nas mãos me comoveu, por isso decidi presenteá-lo”, conta.





Apae modelo


Mais do que um presente específico, Lucas têm a meta de deixar um legado para a comunidade olimpiense, crianças atendidas pela Apae na cidade e para o Brasil. Ele assumiu a presidência da instituição em janeiro de 2020 e quer transformar a instituição em uma Apae modelo. Muita coisa já tem sido realizada desde que assumiu a gestão:


  • Climatização de todas as salas de aula, inclusive refeitório e brinquedoteca.

  • Pintura geral da entidade da cor azul e branco para trazer mais paz.

  • Reforma geral dos banheiros dos usuários.

  • Instalação de piscina aquecida e coberta.

  • Adequação do parquinho infantil com aquisição de brinquedos para cadeirantes, gira-gira, balanço e cesta de basquete.

  • Pintura do pátio central com desenhos no chão para as crianças, centopeia, dentre outros.

  • Melhoria do transporte com instalação de ar-condicionado em um dos ônibus e manutenção em dia de toda frota.

  • Melhoria do transporte com instalação de ar-condicionado em um dos ônibus e manutenção em dia de toda frota.


A sala de informática será reativada e a Apae ganhará uma sala especial de corte de cabelos. Há outros projetos para 2021 também.

Lucas se inspirou nos avôs, dona Zenaide e seu Ruy para abraçar a causa apaeana. Zenaide foi diretora da Apae na década de 90, o senhor Ruy ajudava nos eventos. Há alguns anos, Lucas também ajudava a organizar o tradicional Leilão da Apae. Muitas vezes, ele ia com a avó para a instituição.

“O exemplo que eles deixaram me inspirou a assumir a presidência da Apae. Mas minha maior motivação é proporcionar mais conforto e recursos para nossos queridos alunos e usuários. Estamos revolucionando a Apae de Olímpia por eles para que mais pessoas com deficiência possam ser acolhidos com amor e o tratamento correto, desenvolver suas habilidades e terem mais autonomia na sociedade. Potencial, como o Natã mostrou, eles têm”, afirmou.


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